General Qassen Suleimani assassinato a pedido de Trump

Um ataque terrorista com míssil dos Estados Unidos perto do aeroporto de Bagdá na madrugada desta sexta-feira matou o comandante das Forças Quds, unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, o brigadeiro-general Qassen Suleimani, assim como o número 2 das Forças de Mobilização Popular (FMP), o comandante Abu Mahdi al-Muhandis.

Suleimani, que liderava as Forças Quds desde a década de 1990, era a figura mais reverenciada das Forças Armadas do Irã e uma das autoridades de mais alto nível do país. Sua morte eleva drasticamente a tensão entre o país e os EUA. Em 2017, ele foi eleito uma das cem pessoas mais importantes do mundo pela revista Time, por seu poder dentro das Forças Armadas do Irã. O Pentágono confirmou em comunicado que os Estados Unidos foram responsáveis pelo ataque. "Este ataque teve o objetivo de prevenir futuros planos de ataque do Irã", disse o texto. A Casa Branca confirmou que o ataque foi por ordem direta do presidente Donald Trump. As vítimas estavam em um comboio das FMP, uma organização paramilitar xiita criadas para combater o Estado Islâmico e posteriormente incorporadas às Forças Armadas iraquianas. O ataque deixou ao menos oito pessoas mortas, e acontece três dias após manifestantes pró-Irã tentarem invadir a embaixada americana na capital do Iraque, informaram os serviços de segurança. Em um discurso ontem, Sulemaini respondeu a ameaças que o presidente americano, Donald Trump, fez nesta semana, dizendo que, se os EUA atacassem o Irã, o país, em retaliação, “destruiria tudo o que eles possuem”.

O líder da Revolução Islâmica, o aiatolá Seyyed Ali Khamenei, diz que aqueles que assassinaram o general-general Qassem Soleimani, comandante da Força Quds do IRGC, devem aguardar uma vingança severa. Em comunicado divulgado na sexta-feira, o aiatolá Khamenei disse que as "pessoas mais cruéis do mundo" assassinaram o comandante "honrado" que "lutou corajosamente por anos contra os males e bandidos do mundo". Sua morte não interromperá sua missão, mas os criminosos que têm o sangue do general Soleimani e de outros mártires do ataque de quinta-feira em suas mãos devem aguardar uma dura vingança, acrescentou o líder. "O mártir Soleimani é uma figura internacional da resistência, e todos os devotos da resistência agora são seus vingadores", disse o aiatolá Khamenei. "Todos os amigos e inimigos devem saber que o caminho da Jihad da Resistência continuará com dupla motivação, e uma vitória definitiva aguarda aqueles que lutam nesse caminho auspicioso", disse o Líder. "A morte de nosso altruísta e querido general é amarga, mas a luta contínua e a conquista da vitória final tornarão a vida mais amarga para os assassinos e criminosos", acrescentou. Em sua declaração, o líder também ofereceu condolências à nação iraniana e à família do general.

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