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O ISLÃ ATACA A ESCRAVIDÃO

November 20, 2017

 

Na época da Jahiliyyah os árabes em nada deixavam a desejar com relação aos seus vizinhos no que diz respeito ao escravagismo.

 

 Na Península do Hijaz na época da Jahiliyyah a vida humana tinha pouco valor.

 

“A escravidão afrontava o Islã tanto quanto a idolatria, porém enquanto a idolatria tinha suas bases fixadas em um espiritualismo irracional que podia ser combatido com a razão, o escravagismo tinha suas raízes no comércio na agricultura e consequentemente na estrutura social, e a razão neste caso tornava-se um instrumento frágil para “abafar” a questão mas sim enfrentando o problema de forma a mostrar que o maior milagre do Islã é a realização de sua ação Política.

 

A força é capaz de submeter, porém muitas vezes gera hostilidade e geralmente a hostilidade, sendo forte demasiado, é capaz de transformar uma causa justa em injustiça tirando assim sua legitimidade.

 

A guerra do Islã contra o escravismo focou em mudar a mentalidade das pessoas e suas atitudes como um todo, de forma que depois da emancipação os escravos se convertiam em membros da sociedade sem a necessidade de passeatas, greves nem desobediência civil ou enfrentamentos raciais, e o Islã obteve êxito neste sentido sem o derramamento de sangue ou outro tipo de violência. O Islã estabeleceu regras rígidas quanto a posse de escravos:

 

“Nas Leis Islâmicas a posse de escravos estava condicionada a guerra legítima que tenha sido desencadeada em prol da auto-defesa (da Ummah), contra inimigos idólatras; e era permitida para servir de garantia de preservação da vida dos próprios cativos. Muhammad (S.A.A.S) encontrou este costume entre os árabes pagãos, e o que fez foi minimizar o mal, estabelecendo regras claras e rígidas fazendo com que se não fosse pela malícia de seus defensores, a escravidão como uma instituição social haveria deixado de existir a medida que terminavam as guerras nas quais a Ummah se viu envolvida no seu começo” Amir Ali.

 

A postura da Ummah na época do Profeta Muhammad (S.A.A.S) era de total oposição em relação a mentalidade escravista, tanto a compra como a venda de escravos era desconhecida no período dos Califas al-Rashidun, neste período é desconhecido qualquer registro comercial referente a transações envolvendo atividade escravista, porém com a chegada ao poder dos Omíadas se deu uma mudança no âmago dos ensinamentos Muçulmanos e consequentemente no espírito do Islã.

 

Mu´âwiiah foi o primeiro governante “muçulmano” que introduziu no mundo Islâmico a prática de adquirir escravos(as) por meio de compra e igualmente também foi o primeiro em adotar o costume bizantino de proteger as suas mulheres com eunucos.

É evidente em várias Ayat (Versículo) do Alcorão que a emancipação de escravos é tida como expiação para um grande  número de pecados.

 

Poderia ser alegado que ao prescrever a emancipação de escravos com forma de expiação de pecados o Islã concebia a  instituição escravagismo como algo legítimo mas isto não é bem assim.

 

Para cada situação em que a emancipação de escravos é prescrita (no Alcorão) como forma de penitência, também se prescrevia uma alternativa, o que indica uma disposição do Islã em

plantar sementes que germinariam à longo prazo como uma mudança de consciência nas pessoas, o Islã também declarou que qualquer escrava que engravidasse de seu amo não mais poderia ser vendida e que o filho nascido deveria ter o status do pai, e ao  morrer o amo que a engravidou ela (escrava) se tornaria uma mulher livre.

Aos escravos lhes era concedido o direito de pagar (comprar) a própria liberdade mediante uma quantia pré-determinada ou período de trabalho  pré-acordado (o termo legal para isto é Mukatabah).

 

Mukatabah (realização de contrato), é um dos grandes divisores ideológicos do Islã no que diz respeito ao escravismo, que o diferencia das outras religiões e códigos sociais.

 

A palavra Kitab no versículo se refere ao contrato escrito entre o escravo e o escravista, o fator relevante em Mukatabah é que quando o escravo desejava firmar o dito acordo escrito, seu amo não podia recusar, na Ayat (Versículo) citada anteriormente Allah(S.W.T) tornou obrigatório aos muçulmanos colaborar com a emancipação dos escravos, sendo inclusive um fator de observância aos amos averiguar se o escravo ao ser liberto poderia se auto gerir ou melhor  dizendo ser capaz de se tornar um membro produtivo da sociedade.

 

Também ficou estipulado pelo Profeta Muhammad (S.A.A.S) que os escravos que buscassem emancipação deveriam ser auxiliados com os fundos do Bayt AL-amal ( Tesouro Público), o Alcorão Majid reconhece a emancipação dos escravos como um dos gastos Halal do dinheiro da caridade ( Alcorão Majid 9:60, 2:177).

 

Texto: Alexandre Moura 

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