​Os motivos da revolução do Imam al-Hussein (A.S.)


Os motivos da revolução do Imam al-Hussein (A.S.)

“Em nome de Deus, o Clemente, o Misericordioso. O seguinte é o legado de Hussein ibn Ali Ibn Abi Taleb (A.S.) para seu irmão Mohammad, conhecido como Ibn Al-Hanafiia. Testemunho que não há Deus exceto Deus, único e sem associados, e que Mohammad (S.A.A.S.) é seu servo e mensageiro, que veio com a verdade da parte do Verdadeiro. Que o paraíso e o inferno são reais e que a hora chegará, não há dúvidas quanto a isto, e Deus ressuscitará aqueles que estão nas tumbas. Não me levantei despreocupadamente nem de forma dissipada. Mas sim para aplicar a correção e buscar a orientação na nação do meu avô Mohammad (S.A.A.S.) e do meu pai Ali Ibn Abi Taleb (A.S.). Quem aceita isto, sem dúvida que Deus é merecedor dele, caso contrário, perseverarei até que Deus julgue a verdade entre mim e o povo, pois Ele é o Melhor dos Juízes. Este é meu legado a ti. Ó, meu irmão! Meu êxito só se encontra em Deus. Nele confio e para ele me volto. A paz esteja contigo e com quem segue a orientação. E não há força nem poder senão em Deus, o Altíssimo, o Grandioso.” Existiram motivações políticas, sociais e religiosas que incentivaram Hussein (A.S.) a iniciar este movimento e revolução, e dessa forma enfrentar Yazid Ibn Muawiya. Jamais existiram motivos pessoais por parte do Imam Hussein (A.S.). Uma das primeiras motivações de sua revolução foi o desrespeito e as contradições em relação aos princípios e jurisprudências islâmicas. Entre os mais importantes: 1 - A consideração perante a nação e a sua consulta nos assuntos da administração do estado e do governo. “ ... e consulta-os nos assuntos...” (C. 3 – V. 159) 2 - A soberania da lei e dos valores, e colocá-las como referência para os governantes, dando-lhes o direito de exercer seus poderes. “... julga, pois entre os humanos com equidade e não te entregues à concupiscência, para que não te desvies da senda de Deus!...” (C. 38 – V. 26) 3 - A justiça e a igualdade entre os filhos de uma nação perante seus direitos e obrigações. “Deus manda restituir a seu dono o que vos está confiado; quando julgardes vossos semelhantes, fazei-o equidade...” (C. 4 – V. 58) 4 - A estabilidade na administração dos assuntos da nação, dirigindo os interesses do estado e da política. 5 - A justiça na distribuição das riquezas. “Tudo quanto Deus concedeu ao Seu Mensageiro, (tomado) dos moradores das cidades, corresponde a Deus, ao Seu Mensageiro e aos seus parentes, aos órfãos, aos necessitados e aos viajantes; isso, para que (as riquezas) não sejam monopolizadas pelos opulentos, dentre vós. Aceitai, pois, o que vos der o Mensageiro, e abstende-vos de tudo quanto ele vos proíba. E temei a Deus, porque Deus é Severíssimo no castigo.” (C. 59 – V. 7) 6 - Firmar o direito do protesto, da crítica e da orientação. E também o direito de discutir a política dos governantes. “E que surja de vós uma nação que recomende o bem, dite a retidão e proíba o ilícito. Esta será (uma nação) bem-aventurada.” (C. 3 – V. 104) No momento que o Imam Al-Hussein (A.S.) percebeu estas falhas sociais e políticas, que os governantes não se apegavam nestes princípios e que as pessoas estavam numa situação de perdição política, ele, através de seu protesto e responsabilidade religiosa, sendo um Imam e um exemplo para a nação, se levantou e não deu o voto da fidelidade ao governante injusto que queria o seu voto. Neste momento o Imam Al-Hussein (A.S.) recebeu o pedido do voto de fidelidade por parte do representante do governante em Medina, sofrendo ameaças de morte caso não desse este voto ao governante. O Imam Hussein (A.S.) ficou furioso com estas ameaças e disse: “Somos os Ahlul Bait da profecia, a essência da mensagem, o destino dos anjos, conosco Deus abriu (a Mensagem) e a finalizará, e Yazid é um homem pecador, bebedor de bebida alcoólica, assassino da alma preservada, e um corrupto. Alguém como eu jamais dará o voto de fidelidade a ele. Mas, ao amanhecer veremos com quem está a razão e a verdade, e quem é o verdadeiro merecedor do califado e do voto de fidelidade.” Imam Al-Hussein (A.S.), em resposta ao pedido de Maruan Ibn al-Hakam para que desse voto de fidelidade ao califa da época, Yazid, disse: “Somos de Deus, e a Ele retornamos. O Islam se acabará caso a nação seja comandada por um líder igual a Yazid. Ouvi o meu avô, o Mensageiro de Deus (S.A.A.S.) que disse: ‘O califado está proibido sobre a linhagem do Abu Sufian. Então, se verem Muawiya sobre o meu altar, matem-no’. O povo de Medina viu-o sobre o altar do Profeta Mohammad mas não fizeram nada. Por isso, Deus os castigou com o corrupto Yazid.” Com estas palavras o Imam Hussein (A.S.) apresentou suas posição sobre a legalidade deste governante e ao mesmo tempo declarou que o voto de fidelidade a este governante é um ato ilícito e pecaminoso, um grande crime sobre Deus, o Islam, e a nação. 7 - Desviar os princípios da religião islâmica com o nascimento de Bidah (renovação) na religião. 8 - A popularidade do mal e dos pecados entre as sociedades. 9 - Dominar as riquezas do governo e a sua utilização para os interesses pessoais dos governantes. 10 - Espalhar a cultura da prostração e rendição perante qualquer governo. Isso através de falsos ditos. 11 – Se entregar aos os costumes da ignorância pré-islâmica. 12 - Escolher os piores homens para o governo só porque eram membros da casa Omíada. 13 - Utilização de meios injustos e desviados para colocar terror na população e na sociedade. 14 – Prender os sábios e personalidades islâmicas que seguem os Ahlul Bait (A.S.). 15 - Tomar o voto de fidelidade da população para Yazid Ibn Muawiya à força. Especialmente entre os lideres das tribos. 16 - Distrair a nação islâmica com assuntos desnecessários, afastando-os dos assuntos importantes. 17 - Glorificar personalidades desvalorizadas que jamais tiveram valor na historia islâmica. Por outro lado, desvalorizar a posição dos Ahlul Bait (A.S.) e seus seguidores. 18 - O aumento de impostos sobre a população, para se obter a riqueza do governo e do partido Omíada.

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