7.500 crianças 'mortas ou mutiladas' no Iêmen desde 2013, diz a ONU

O sofrimento de crianças apanhadas no conflito no Iêmen tornou-se "simplesmente assustador", segundo um relatório da ONU. Diz que milhares de crianças foram mortas, recrutadas como soldados e submetidas a violências devastadoras. Mais de 7.500 crianças foram mortas ou feridas no Iêmen nos últimos 5 anos e meio, informou a ONU em um relatório publicado sexta-feira.

O empobrecido país árabe entrou em conflito em 2014, levando ao que foi descrito como a pior crise humanitária do mundo. O relatório do Secretário-Geral da ONU, Antonio Guterres, documentou milhares de violações graves contra crianças entre abril de 2013 e dezembro de 2018. "O sofrimento de crianças no Iêmen piorou durante o período coberto pelo relatório, tornando-se simplesmente assustador", afirmou Virginia Gamba, representante especial da ONU para crianças em conflito. "A população civil, especialmente crianças, é mantida refém de um conflito em que não escolheu estar". A guerra no Iêmen começou em 2014 quando os rebeldes houthis invadiram a capital, Sanaa, e levaram o presidente Abed Rabbo Mansour Hadi ao exílio. No início de 2015, uma coalizão liderada pela Arábia Saudita e alinhada com Hadi entrou para a luta. O conflito matou dezenas de milhares de pessoas.

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