Acarajé? Não, falafel, o pai do quitute mais conhecido da culinária soteropolitana

De origem árabe, possivelmente criado no Egito, o bolinho de grão-de-bico ou fava moídos acompanhou o expansionismo islâmico por todo o território africano, chegando até à região do Golfo da Guiné, onde a hegemonia do Islã se manteve do séc. VII até o séc. XIX.

Ali o falafel ingressou na culinária de algumas etnias, a começar pela dos iorubás. Com o ingrediente básico já trocado pelo feijão fradinho, passou a ser chamado de "akkrá". No Brasil, o bolinho chegou com o imenso contingente de iorubás escravizados, sendo batizado de acará ou acarajé (acará, bola de fogo; jé, comer), com função sagrada no candomblé.

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