General Soleimani – o martírio em nome dos inocentes

Há um ano, o general Qassem Souleimani era injustamente assassinado por aqueles que diziam defender o mundo do terrorismo e preservar a paz, porém, o que poucos imaginavam é que estavam perdendo além de um defensor dos direitos humanos e símbolo da tolerância no Oriente médio, um mártir dos inocentes.



O general iraniano passou quase duas décadas combatendo no Iraque e ajudando o povo da região a se livrar dos grupos alí presentes como a Al Qaeda e mais recentemente, o Estado islâmico, grupos que tem como “lei” sequestrar e matar mulheres, crianças, cristãos e xiitas, dois maiores grupos do Oriente médio. Estima se que durante o comando de Souleimani, milícias iraquianas e sírias mataram mais de 100 mil extremistas na região e ainda conseguiram impedir a execução em massa de grupos étnicos ameaçados nos países árabes, como os curdos, os armênios e os drusos.


O irã sempre foi um país responsável e preocupado com a segurança do seu povo, não à toa, nomeou alguns representantes linha dura do governo dos aiatolás para servirem em países devastados pela primavera árabe e onde o terrorismo infelizmente teve vez. Qassem souleimani esteve a frente de muitas batalhas, muitos conflitos e muitas cenas terríveis quando trocou os ares pela terra e viu de perto as atrocidades que bárbaros diziam cometer em nome do Islã... mas qual Islã?


Enquanto a mídia ocidental, e por vezes oriental, apresenta esse comandante muçulmano como alguém ruim e de caráter duvidoso, quem de fato o conheceu e honrou seu trabalho sabe o quanto ele fez pelo povo, por que ele sairia de seu país como um sublime general para entrar em países em guerra, com regimes violentos e ajudar aqueles povos? Por que ele daria seu sangue por tanta gente inocente? Por que ele não citava o nome do islã ao enfrentar terroristas de peso, como o ex líder do ISIS? Porque ele sabia demonstrar seu orgulho como um muçulmano de forma simples e brava, sem apelar, como faziam esses fundamentalistas.



Muita gente deveria conhecer o verdadeiro Souleimani, muito fora dos campos de batalha, onde ele fazia um papel de marido, pai, avô e amigo, era uma pessoa muito próximo ao sábio aiatolá Khamenei, um dos participantes da revolução islâmica no Irã, em 1979, com que sempre fez questão de estabelecer um laço de amizade, carinhoe afeto, além de conseguir mostrar a sua competência sem perder sua simplicidade.


É bom falarmos e lembrarmos de tudo o que esse grande mártir fez, sim, mártir, pois Qassem souleimani sempre soube o que um dia poderia lhe acontecer, sempre teve em mente que era um alvo dos imperialistas e dos sionistas e poderia perder sua vida, em um lugar desconhecido, onde nem mesmo seus amigos mais próximos estivessem. Foi o que lhe aconteceu naquela madrugada de 3 de janeiro de 2020, há quase um ano, por que depois de tanto tempo? Isso tudo mostra que até mesmo seus inimigos demonstravam respeito por Soulemani, os americanos invejam sua fé inabalável e a maneira como ele raramente perdia a paciência mesmo que em uma situação difícil, que grande exemplo de soldado foste!


Soulemani foi um exemplo de bondade para com seus diferentes e também humilde em suas palavras, sua filha, Zeinab, sempre lembra como era o tratamento com seu pai, sempre chora ao lembrar o quanto ele se esforçava para criar ela e os irmãos, o quanto as vezes preferia deixar algum compromisso para estar presente com sua família e dar um tratamento com nenhum outro à sua única e fiél esposa. Era um homem que não deixava a desejar, quem o conhecia literalmente se encantava s=pelo seu caráter e maneira como se preocupava com aqueles que tinham poucos recursos, inclusive, militares. Como seria bom se todos realemente conhecessem Qassem souleimani.


Texto: Beatriz D'angelo

8 visualizações0 comentário