NORUEGUÊS RESPONSÁVEL POR ATAQUE TERRORISTA À MESQUITA SE DECLARA INOCENTE

Philip Manshaus se defendeu afirmando que se tratava de uma ação de “justiça de emergência”; segundo a acusação, seu objetivo era "matar tantos muçulmanos quanto possível"


O autor do ataque terrorista a uma mesquita na capital da Noruega, Oslo, se declarou inocente no tribunal para o início do seu julgamento. Ele é acusado de homicídio e ato terrorista pelo conflito causado no dia 10 de agosto do ano passado.


Philip Manshaus, de 22 anos, afirmou que a ação foi um ato de "justiça de emergência", por isso, ele seria inocente. De acordo com a acusação no caso, o objetivo do autor do crime era "matar tantos muçulmanos quanto possível". Além disso, afirmam que a motivação foi racista e inspirada no ataque à Christchurch, na Nova Zelândia, que matou 51 pessoas.


A polícia afirma que encontrou na residência do suspeito o cadáver de sua meia-irmã, Johanne Zhangjia Ihle-Hansen, de 17 anos e ascendência chinesa. Ela foi morta com três tiros na cabeça e outro no peito.


O Ataque


Uma pessoa ficou ferida em um tiroteio em uma mesquita perto deOslo, e um suspeito foi preso em 10 de agosto de 2019, na capital norueguesa.



Philip Manshaus atacou sozinho o Centro Islâmico Al-Noor, próximo à capital do país,


A vítima foi um membro de 75 anos da congregação, disse o diretor da mesquita, Irfan Mushtaq, à TV2.


“O homem carregava duas armas parecidas a espingardas e uma pistola. Ele quebrou a porta de vidro e atirou”, disse.


De acordo com o canal estatal NRK, a polícia encontrou várias armas na mesquita, e uma pessoa que estava no interior dela conseguiu controlar o agressor antes da chegada dos agentes da lei.


O oficial de informação dos serviços de segurança da polícia norueguesa, Martin Bernsen, disse que “ainda é cedo para tirar conclusões sobre o que aconteceu”.

Este tiroteio ocorre em um contexto de ataques crescentes realizados por supremacistas brancos, por exemplo, na Nova Zelândia, onde 51 muçulmanos morreram em março em duas mesquitas em Christchurch.


O autor do massacre de Christchurch escreveu um manifesto de ódio no qual explicou ser influenciado por ideólogos da extrema direita, incluindo o assassino neonazista norueguês Anders Breivik.



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