Salafismo, a promoção da intolerância religiosa

Expressando preocupações de que o salafismo - uma seita distorcida do Islã - tenha a tendência de promover a intolerância, os especialistas em estudos religiosos afirmam que cabe à comunidade islâmica combater os ensinamentos extremistas em vez de confiar em as autoridades a intervir.

Professores afirmam que há décadas a “arabização” - ou a propagação das doutrinas islâmicas da Arábia Saudita - ocorre no Oriente Médio, no sudeste da Ásia e agora com mais força na América do Sul. A influência dessas doutrinas, em particular o salafismo, tornou-se "mais proeminente" após a Revolução Iraniana de 1979, que foi um movimento dos sauditas para interromper a tentativa do Irã de espalhar sua revolução pelo Oriente Médio e no mundo. Mesquitas foram erguidas em vários lugares do mundo com o ideal de propagar o islam. No Brasil temos dezenas delas que possuem a cartilha do salafiamo no seu dia a dia de pregação.

Brasileiros, curiosos com o islam, encontraram a arabização nesses espaços. Vislumbrados com a cultura árabe eles se tornaram doutrinados pelo salafismo. Muitos deles já provenientes de igrejas evangélicas que pregam tons de intolerância, encontraram nessas mesquitas a continuidade desses discursos.

Importante ressaltar que o salafismo é intolerante com outras idéias e opiniões. Propaga que não é bom ser brasileiro-muçulmano, por exemplo. É melhor ser muçulmano árabe. Se vestir como um arábe, adotar a cultura árabe no seu dia a dia e assim por diante.

Nos últimos anos, o salafismo tem estado sob escrutínio, com seus apoiadores realizando atos de violência e promovendo um "islam" de terror, denegrindo os verdadeiros ensinamentos da fé islâmica. Em 2011, seus seguidores foram responsáveis ​​por ataques a igrejas cristãs coptas no Egito. Então, nos últimos anos, alguns países europeus, incluindo a Alemanha, realizaram ações repressivas contra o movimento. Países islâmicos tem aos poucos dado mais atenção ao combate e esses grupos extremistas.

Especialistas observam que o salafismo é frequentemente associado à ideologia dos grupos terroristas Al-Qaeda e Estado Islâmico, apesar dos adeptos da seita condenarem teoricamente tal associação com esses grupos. Por exemplo, o popular televangelista Zakir Naik, o pregador muçulmano radical Anjem Choudary e Ismail Menk (o Mufti do Zimbábue) pertencem à seita Salafi tornando-se porta-vozes dessa ideologia. Alguns deles já são proibidos dr entrar em alguns países islâmicos. Mufti Menk denunciou infamemente um muçulmano que deseja a um amigo não muçulmano "Feliz Natal" ou "Happy Deepavali / Diwali" como "a mais alta forma de blasfêmia". Ter amigos de outras Religiões, visitar outros templos, e muitas outras atitudes fazem parte desse diálogo que afronta, no caso do Brasil, o respeito e a beleza da fé onde todos convivem em relativa paz.

A ideologia do salafismo está enraizada em uma definição restrita de texto religioso, semelhante a outra doutrina conservadora conhecida como wahhabismo. Os seguidores de ambas as doutrinas acreditam que quaisquer outros ensinamentos fora dos textos religiosos são considerados heresia ou blasfêmia. No entanto, estudiosos apontaram que o wahabismo, que surgiu a partir de meados do século XVIII, é uma permutação do salafismo, que existe há séculos. Uma razão pela qual os ensinamentos salafistas ganharam força é por causa de sua natureza descomplicada. Eles são baseados no que pode ser encontrado nos textos religiosos. Portanto, o salafismo é uma maneira em preto e branco ou clara, e isso atrai pessoas que querem respostas simples para a religião, sem necessidade de muita reflexão e raciocínio. Embora reconhecemos que o salafismo é visto como promotor da intolerância, esse estágio se deve a uma confluência de fatores que incluem práticas econômicas e sociais opressores que criam uma camada de pessoas vulneráveis a adotar essa ideologia como arma. Dadas as preocupações com o salafismo, houve pedidos de interferência de governos, mas praticamente apenas uma "proibição simplista de materiais salafistas" por parte de grupos e líderes religiosos. Nada mais que falas e pouca ação de fato contra esse viés por parte de lideranças religiosas. É importante resaltar que a comunidade islâmica adote uma abordagem filosófica quando se trata de educação islâmica, dizendo que "é necessário um concurso de idéias" para que os indivíduos sejam mais informados e alertados dessas ideologias criminosas.

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